Poupa, esquilo mascote de economia do Economianet, de óculos e colete verde, gesticulando ao lado de notebook com gráfico de divisão de orçamento, segurando um cofrinho de porquinho, com caderno de plano financeiro e calculadora na mesa
Finanças Pessoais

Vale a pena consertar ou comprar de novo? Vamos fazer essa conta juntos antes de você gastar

A máquina de lavar parou. A tela trincou. E a primeira vontade é resolver rápido, nem que seja no cartão. Antes de fazer isso, senta aqui dois minutos comigo.

Por Poupa Informações verificadas em 7 de outubro de 2026 5 min de leitura
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Oi, eu sou o Poupa. Enquanto a Clara cuida da sua cozinha, eu cuido do seu bolso — e sou direto: não tô aqui pra te fazer gastar menos por gastar menos. Tô aqui pra você se arrepender menos depois.

Você conhece a cena. O aparelho para de funcionar do nada, bate aquele desespero, e em cinco minutos você já tá com o app do banco aberto pensando em parcelar em 12x. Eu entendo a pressa. Só peço um minuto antes de você decidir — porque às vezes consertar é a escolha certa, e às vezes é só adiar um gasto que vai voltar em três meses.

A conta que eu faço antes de qualquer coisa

Não existe fórmula mágica que sirva pra tudo, mas tem uma conta simples que muita gente usa: a regra dos 50%.

Pega o valor do conserto e compara com o preço de um aparelho novo. Se o conserto passar de metade desse valor — ou se o aparelho já tá velho, gastando mais energia, dando outros sinais de cansaço — geralmente compensa mais partir pro novo. Se ficar bem abaixo disso, na maioria das vezes vale a pena dar mais uma sobrevida ao que você já tem. Não é lei nem regra exata, é uma regra prática. É um norte pra você não decidir no susto.

As perguntas que eu faço antes de qualquer veredito

Há quanto tempo você tem esse aparelho?

Se ele já passou dos anos que era esperado durar, o conserto de hoje pode ser só o primeiro de vários.

Esse defeito é isolado ou é o segundo, terceiro problema esse ano?

Aparelho que já deu trabalho mais de uma vez geralmente tá te avisando de algo maior.

Você tem orçamento real pra troca hoje, ou vai comprometer o mês que vem?

Às vezes o conserto não é a opção mais "inteligente" no papel, mas é a mais responsável pro seu bolso agora. E tudo bem.

Se a conta apontou pra troca

Beleza, decidiu trocar. O próximo cuidado é não pagar mais caro por causa da pressa. Compare o valor do mesmo modelo em mais de uma loja, olhe o prazo de entrega e confira se o vendedor é confiável antes de fechar. Preço muda de um dia para o outro, então o valor que você viu ontem pode não ser o de hoje. E é na pressa que o golpe aparece: comprando online? Veja o guia Golpe à vista!

Se a conta apontou pra conserto

Se decidiu consertar, minha dica de ouro é: não vá na primeira assistência que aparecer no Google. Procure quem te dá nota fiscal e pelo menos três meses de garantia por escrito no serviço. Assistência séria não tem medo de colocar isso no papel — e isso te protege se o mesmo defeito voltar semana que vem. O Código de Defesa do Consumidor já dá 90 dias para reclamar de defeito em serviço ou produto durável, mas ter tudo escrito evita discussão.

De onde vêm as informações

A regra dos 50% é uma regra prática usada por muita gente para decidir entre consertar e comprar. Ela não é lei e não vale igual para todo aparelho, por isso eu a trato como um norte. Os 90 dias vêm do artigo 26 do Código de Defesa do Consumidor, que você lê na íntegra no site do Planalto (abre em nova aba).

Os exemplos são situações gerais e não citam nenhuma loja ou assistência.

Não existe decisão errada aqui, só decisão feita no susto ou decisão feita com calma. Eu prefiro te ver economizando dois minutos pra pensar do que economizando errado num parcelamento que vai doer depois.

Qualquer dúvida, você sabe onde me encontrar. — Poupa

Gostou? A calculadora completa de Consertar ou Comprar — com seu preço de conserto e seu preço de novo — está dentro da Central da Clara.